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A Dança da Comunicação Social: Os Quatro Passos da Comunicação

Publicado pela Autism Asperger's Digest Magazine

Social Thinking Article

© 2019 Think Social Publishing, Inc.


As pessoas pensam que se algo parece fácil de se fazer, os mecanismos que se encontram subjacentes a essa acção têm também que ser simples. -Cosmides


A maior parte dos indivíduos aprende, desde muito cedo na infância, a coordenar o seu próprio corpo e mente e a interpretar as palavras e acções das outras pessoas, de forma a participar no acto da comunicação, com uma sofisticação crescente. Este percurso acontece de uma forma natural. No entanto, nos alunos que apresentam dificuldades na aprendizagem do social, estas competências não se desenvolvem intuitivamente, fazendo com que a comunicação tenha que ser aprendida. De uma forma geral, no contexto terapêutico, sentamo-los à volta de uma mesa, instruindo-os acerca do que devem dizer uns aos outros para que pareçam pessoas bem educadas e pró-activas socialmente e, a seguir, fazemo-los praticar. Contudo, muitas vezes, negligenciamos o óbvio.

 

O caso da Sofia é um bom exemplo. Uma aluna do 2º ciclo que participava num grupo de pensamento social dirigido por mim. Um dia disse-me: "Como é que todos aqueles miúdos aparecem reunidos em grupo, como por magia, quando toca a campainha da escola?" A verdade é que estava tão empenhada nas competências ligadas à conversação que negligenciei um aspecto muito importante da comunicação: como aceder a um grupo. Nesse momento, parámos a nossa lição, arrastámos a mesa para um canto e partimos para a investigação da dança sinergética que envolve mente, corpo, olhos e linguagem e à qual chamamos comunicação.

Pedi à Sofia e aos seus três colegas que me fizessem uma demonstração de como entravam num grupo. Duas das raparigas deveriam manter-se paradas no meio da sala, a conversar sobre uma ida às compras no centro comercial. A Sofia deveria entrar na cena, vinda de um dos cantos da sala e a Heide do outro. Pedi á Sofia que fosse a primeira a juntar-se ao grupo. Ela avançou com os olhos pregados ao tecto, os dedos das duas mãos rígidos e esticados, os braços estendidos da mesma forma ao longo do corpo e o peito, ostensivamente, projectado para a frente. Olhando para esta entrada única, pedi ao grupo que parasse a cena naquele momento e disse à Sofia que precisávamos de uma regra para entrar em grupos: "O teu peito não pode ser o primeiro a entrar!" Depois de uma gargalhada inicial (o humor funciona bem com esta população) falámos acerca das mensagens que o nosso corpo e os nossos olhos enviam aos outros quando entramos num contexto de comunicação. A seguir foi a vez da Heide entrar no grupo. Assim que avançou do canto da sala em direcção ao grupo, começou imediatamente a falar de compras. Embora fisicamente tivesse estabelecido a sua presença, interrompeu o grupo com as suas palavras e dominou completamente a cena. Pedi-lhes que fizessem outra pausa e estabelecemos uma segunda regra "Tens que entrar num grupo como se fosses ninguém a transformar-se em alguém". Discutimos, então, qual a importância das palavras e como não devem "atropelar" os outros aspectos da comunicação. As palavras devem aparecer "misturadas" com os movimentos e pensamentos que, no seu conjunto, dão origem ao acto de comunicar.  

A chave para ajudar os nossos alunos a se tornarem comunicadores mais eficazes é ensiná-los a gerir múltiplos sistemas ao mesmo tempo; mente, corpo, olhos e linguagem. E, não apenas em si próprios, mas, simultaneamente, a observar e interpretar esses sistemas nos outros. Todos os actos de comunicação são tarefas de "funções executivas sociais". De uma forma simples, função executiva (FE) significa "multi-tarefa". Ainda que muitas pessoas pensem nas competências de FE como sendo, unicamente, relacionadas com tarefas de organização, elas encontram-se fortemente envolvidas no acto de comunicar.

Na coluna do último mês revimos os Quatro Passos da Perspectiva. Este mês olhamos para o paradigma "irmão"; Os Quatro Passos da Comunicação (OQPC). O OQPC  tem duas funções: 1) ajudar os alunos a aprenderem quais os aspectos que devem considerar quando estão a comunicar e 2) fornecer aos professores e prestadores de cuidados uma forma concreta de ensinar algo (comunicação) que é um conceito bastante abstracto para todos nós.

 

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